Friday, 7 August 2009

PAIS...

A gente tava ali fazendo o programa hoje, dia 07/08 e perguntei para os meus colegas o que eles haviam aprendido com seus pais. Alguns responderam, na verdade eu perguntei e no meio da pergunta eu percebi que eu não havia aprendido nada, por não ter convivido, por não ter conhecido tanto quanto gostaria e por me dar conta da falta que essa figura fez na minha vida e, que depois de muita analise, fui resolvendo. Na hora que eu perguntei fui me perdendo na linha de raciocínio e confesso que fiquei um pouco triste. Lembrei dos meus filhos, os dois, que eu amo e me dedico de verdade porque eu sei e sinto o que acontece quando estamos juntos, mesmo que fazendo nada, em silêncio, mas é perceptível com clareza pra mim. Lembrei também de muitas vezes que olhei nos olhos do João, meu filho mais velho, e percebi a alegria dele em me contar as coisas do dia dele na escola. Das falas do pequeno Arthur, que tem um ano e me chama quando chego em casa. Das coisas que podemos e passamos juntos e daquela intimidade que não tem preço, aquela de acordar no meio da noite com um pé na tua cabeça e daí a gente olha e tá ali um deles se virando na cama, apareceu por ali porque sentiu medo de ficar no quarto sozinho...rsrs essas coisas que eu sinto falta, na verdade eu não tive isso, mas sinto muita falta de não ter tido, porque penso que elas contribuem diretamente na nossa formação como seres humanos e na nossa sensibilidade perante as mais diversas situações. Senti vontade de escrever isso porque realmente fiquei disperso na minha pergunta durante o programa e me vi perdido numa sensação que volta e meia me segue, nos mais variados momentos.

6 comments:

Ocappuccino said...

Lembro dessa pergunta, eu estava ouvindo o programa. Não mexeu só contigo, pode ter certeza. Essa tua pergunta deixo muita gente pensando. Na sexta-feira, vespera de dia dos pais eu ouvi muita coisa, li tb, jornal, internet, twitter, mas essa pergunta foi que ficou na minha cabeça até domingo. Só vi hj que vc escreveu sobre isso no blog.
abraço

Max Delazeri

Rodrigo said...

Paulo,

não és o único que fica sem resposta. Porém aprendi, com o pouco que convivi com o meu, o quão é importante valorizar a amizade, sem mencionar seu jeito brincalhão que brincava com todos a sua volta. Pena que ele mudou bastante depois que ele e minha mãe se separaram. Hoje é um pouco tarde para lamentar, e o verdadeiro aprendizado dele foi ele mesmo: quando tiver meus filhos, quero ser o herói deles, tal como meu pai quase foi naqueles 7 anos de convivência, porém continuarei não importando o que aconteça.

Acho que errei o blog, pois comecei no Paulo Inchauspe e terminei no psicólogo. rsrs

Um abraço fera!

deo, a terrível. said...

Lindo texto Paulo.
Não é sempre que posso ouvir o programa, e quando o faço é pela net, devido à distância, mas quando ouço consigo perceber a tua sensibilidade.
Descobri o teu blog há pouco e gostei muito. Pena que não posta com mais frequência. Mas sigo lendo. =D

Beijos,
Deo.

alex said...

Cara, é legal ler o que teu coração escreve, mas é mais legal saber que tu mesmo não tendo um pai presente, sobreviveu aos temporais da vida e hoje és um homem de sucesso e uma referência pra muitas pessoas. Eu faço deste seu assunto uma reflexão mais profunda ainda, pois e aqueles que tendo pais, crescem sem eles ou pior ainda, com a péssima influência destes? Esta é uma questão curiosa, pois somos seres influenciadores. Hora estamos rabalhando no bem, hora no mal. Parabéns Paulo, você é um vencedor!
Abraço

andre said...

Fala ai paulinho, manda seu e-mail ok? aqui é o Andre colega de escola lembra? irmão da claudia ema, abrass, foi bem legal encontrar vc e saber que está bem.

Polyana said...

Paulo.. volta a escrever, meu querido! Beijo grande